Socioeducandos participam de projeto audiovisual sobre Direitos Humanos

Cine Clube Integração é uma parceria com a Prefeitura de Maceió e a Marola Produções

quarta, 15 de janeiro de 2020 às 00h00

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A inclusão de novas estratégias no processo de ensino-aprendizagem é fundamental para a inovação pedagógica na busca pela formação plena dos cidadãos. Nesse contexto, o cinema se coloca como uma ferramenta poderosa, que transcende a educação formal enquanto mídia educativa, construindo conhecimento, estimulando a reflexão e explorando o imaginário.

Pensando nisso, a Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese) da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) está promovendo a participação dos socioeducandos no projeto Cine Clube Integração, que acontecerá durante todo o ano de 2020 com exposições de obras cinematográficas e discussões sobre Direitos Humanos. O lançamento aconteceu nesta segunda-feira (13), no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), juntamente com a abertura da 3ª Exposição de Arte Socioeducativa.

O supervisor de Esporte, Cultura e Lazer da Seprev, Thiago Santos da Silva, explica que o projeto é uma parceria com a Prefeitura de Maceió e a Marola Produções. As exibições contemplarão cerca de 250 jovens e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em Unidades de Internação de Alagoas, o que representa 90% desse público privado de liberdade.

No lançamento, o secretário executivo da Seprev, Erivaldo Teixeira, explicou que os temas trabalharão a inclusão social e a proteção dos direitos individuais do indivíduo, não importando a raça, classe social, religião, gênero ou qualquer outra condição. “Com isso, buscamos ir além da educação regular, preparando os adolescentes para uma vida de cidadania, consciência e respeito”, disse Teixeira.

O primeiro filme exibido foi “Depois que te vi”, do diretor brasileiro Vinícius Saramago. O curta-metragem aborda a questão dos direitos da pessoa com deficiência e surpreende ao apresentar as perspectivas e ambições de um jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A jovem G.M.A.M, de 18 anos, comenta a lição por trás da história. “O assunto proposto no filme foi interessante e extremamente necessário, pois muitas vezes a pessoa com deficiência é percebida pela sociedade com certa estranheza e acaba sofrendo preconceito e até bullying. Histórias como esta desmistificam o assunto e ajudam a derrubar as barreiras enfrentadas pelo deficiente e seus familiares”, afirmou a adolescente.

Para a gerente de Desenvolvimento Integral da Sumese, Cássia Moreno, o Cine Clube Integração é uma oportunidade para ampliar a percepção dos adolescentes sobre conceitos fundamentais da vida, como desenvolvimento humano, integração social e respeito ao próximo.

“O ensino regular nos dá os conhecimentos necessários para nossa formação educacional, mas a parte básica humana se constrói com esse trabalho corpo a corpo, apresentando exemplos, pessoas, histórias, filmes, fazendo rodas de conversa e sentindo a resposta dos meninos. Assim nós construímos uma base sólida para a vida”, ressaltou Cássia Moreno.

Exposição

Enquanto os socioeducandos participam do Cine Clube Integração no MISA, o público poderá conferir a 3ª Exposição de Arte Socioeducativa, composta por quadros, origamis, artesanatos, pinturas em azulejo, entre outras peças produzidas pelos adolescentes dentro das Unidades de Internação.

A exposição é gratuita e segue aberta para visitação até o dia 17 janeiro de 2020, das 8h e 17h, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), localizado na Rua Sá e Albuquerque, 275 Jaraguá, Maceió – AL.


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