Sepaz e Cenfap iniciam Programa de Formação para comunidades acolhedoras

Objetivo é capacitar as equipes das comunidades para melhorar a qualidade dos serviços

sexta, 09 de maio de 2014 às 00h00

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Ascom Sepaz

Monitores, conselheiros, presidentes, coordenadores e técnicos (psicólogos e assistentes sociais) das comunidades acolhedoras participantes do Acolhe Alagoas iniciaram, nesta sexta-feira (9), o Programa de Formação Permanente da Ação de Monitoramento do projeto, que tem como objetivo qualificar as equipes dessas comunidades para melhorar o serviço oferecido aos dependentes químicos que buscam recuperação.

O lançamento do Programa de Formação foi realizado no Cepa, em Maceió, e contou com a participação do secretário de Estado da Promoção da Paz, Adalberon Sá Júnior, do diretor presidente do Centro de Educação Profissional e Superior Santa Maria Madalena (Cenfap), Luciano Morais Santos, e da diretora técnica acadêmica, Idabel Nascimento.

Estão sendo ofertados cursos em dois níveis: básico e pós-graduação para portadores de diplomas. Cerca de 100 profissionais receberão inicialmente a capacitação e, ao serem capacitados, atuarão como agentes multiplicadores do conhecimento obtido nas formações para o trabalho de reabilitação de dependentes químicos.

“A pessoa que procura o projeto Acolhe Alagoas quer o melhor, por isso, é preciso capacitar também quem está nas comunidades. A Sepaz já faz um trabalho constante de capacitação das equipes do Centro de Acolhimento, que estão na porta de entrada para receber os dependentes que, voluntariamente, buscam ajuda”, enfatizou o secretário Adalberon.

“Agora, vamos buscar no Cenfap aquilo que ele tem de experiência, tanto na formação quanto no assessoramento que as comunidades precisam. Já somos o maior projeto de acolhimento do Brasil, com a maioria das vagas custeadas pelo governo do Estado, mas queremos também ser o melhor projeto, e a capacitação tem uma grande importância nesse processo”, emendou o titular da Sepaz.

Segundo o diretor presidente do Cenfap, Luciano Morais dos Santos, o monitoramento das comunidades, bem como o assessoramento, será constante. A diretora técnica do Centro, Idabel Nascimento, informou que a ação de monitoramento é realizada por três grupos de trabalho divididos em assessoria especializada, pesquisa e formação continuada.

“Já foi detectada a necessidade de contribuir na revisão do projeto terapêutico implantado, como também inserir ações de arte, cultura e esporte nas comunidades acolhedoras, não só como atividades, mas como eixo da matriz de organização das referidas comunidades. Além da espiritualidade, deve-se fomentar nos jovens acolhidos a condição de atores em várias práticas sociais positivas”, acrescentou a diretora.

Cursos ofertados – Os três cursos ofertados para a capacitação das equipes das comunidades acolhedoras são os seguintes: curso de nível básico de reabilitação de dependentes químicos; curso de nível básico em gestão de comunidades acolhedoras; e curso de pós-graduação em lato sensu – especialização em reabilitação em dependentes químicos (este apenas para portadores de diploma de graduação).

Entre as participantes já confirmadas, estão Cosma Queiroz, coordenadora da Casa Betânia, e Michele Lins, conselheira terapêutica da mesma comunidade. Michele Lins ressaltou que “a base de tudo que elas fazem na comunidade é a informação”.

“Tem que ter embasamento e capacitação para saber como lidar com o dependente, que em geral já está fragilizado e lutando contra a dependência. Por isso decidimos participar desses cursos”, disse. A coordenadora fará o curso em gestão de comunidades, enquanto a conselheira fará o curso básico de reabilitação de dependentes químicos.


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