Seis dependentes químicos são acolhidos nas ruas do Jaraguá
Ação aconteceu, nesta sexta-feira (4), durante mais uma busca ativa das equipes da Seprev
sexta, 04 de novembro de 2016 às 00h00
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Incansáveis na procura por dar novas oportunidades para que dependentes químicos reaprendam a viver longe das drogas, as equipes de Anjos da Paz realizaram, nesta sexta-feira (4), mais uma busca ativa pelas ruas de Maceió. Desta vez, as praças e vielas do bairro Jaraguá foram contempladas com a ação da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev).
Durante a ocasião, os psicólogos e assistentes sociais da Rede Acolhe, que formam duplas de Anjos da Paz, acolheram seis pessoas, que foram levadas de imediato para uma das 37 comunidades acolhedoras de dependentes químicos credenciadas pelo Governo de Alagoas.
É conversando com pessoas em situação de vulnerabilidade que os Anjos da Paz levam o máximo de informação possível sobre o tratamento terapêutico oferecido de forma gratuita e voluntária pela Rede Acolhe. “É muito importante esta iniciativa de ir até os dependentes químicos para informa-los sobre o tratamento, pois a conscientização ajudará para que eles aceitem a nossa ajuda, pois trabalhamos com acolhimento totalmente voluntário”, enfatiza a psicóloga Áurea Vasconcelos, coordenadora dos Anjos da Paz.
Ao todo, 37 comunidades acolhedoras espalhadas por Alagoas estão credenciadas pela Seprev. A Rede Acolhe já acolheu mais de 20 mil dependentes químicos em cinco anos de existência.
O titular da Seprev, Jardel Aderico, destacou que esta ação deve ser constante e que o contato com o dependente químico necessita muita atenção. “O momento de vida destas pessoas é muito complicado. Geralmente, estão abandonados pelas famílias e em uma situação emocional muito fragilizada. E este nosso contato, por meio dos Anjos da Paz, é o primeiro sinal de afeto de muitos deles”, disse.
A secretaria disponibiliza o serviço por meio do call center 0800 280 9390 para toda a população. Mas, se o caso for de emergência, é recomendado direcionar o dependente aos Centros de Acolhimento em Maceió, na Avenida Tomás Espíndola, no Farol, ou em Arapiraca, na rua Barão de Alagoas, no bairro Alto do Cruzeiro.