NO PRIMEIRO TRIMESTRE

Rede Acolhe registra aumento de 17% na procura por tratamento contra a dependência química

Nos três primeiros meses do ano, foram realizados mais de 1.700 encaminhamentos para as comunidades acolhedoras de Alagoas

Everton Dimoni

segunda, 08 de abril de 2024 às 10h15

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Vitor Beltrão

Texto de Everton Dimoni

Fotos de Vitor Beltrão

A Rede Acolhe, programa para tratamento de dependentes químicos do Governo do Estado, registrou, no primeiro trimestre de 2024, aumento de 17% no número de pessoas que buscam ajuda para vencer a dependência de álcool e outras drogas. O balanço é da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), que coordena o serviço.

Nos primeiros três meses deste ano, 1.707 pessoas foram encaminhadas para tratamento em comunidades terapêuticas acolhedoras, dos quais 1.541 foram homens, 112 mulheres e 54 adolescentes do sexo masculino e feminino. Em 2023, o número de acolhimentos foi de 1.461, sendo 1.341 homens, 63 mulheres e 57 adolescentes de ambos os sexos. A adicção, em ordem de predominância, está associada ao uso de álcool, maconha e crack.

A superintendente de Políticas sobre Drogas da Seprev, Lideilma Alves, explica que a dependência química na maioria das vezes é uma condição multifatorial e envolve questões genéticas, comportamentais, sociais, econômicas, entre outras. Essa complexidade é o que torna árdua a jornada para quem busca se livrar do vício por conta própria.

“É um desafio difícil de ser enfrentado sozinho, sobretudo para quem vive em situação de maior vulnerabilidade social. Felizmente em Alagoas contamos com um programa de referência, que oferece tratamento para quem sofre com os efeitos do consumo indevido de álcool e outras drogas”, afirmou a superintendente.

Atualmente, a Rede Acolhe conta com 33 comunidades acolhedoras que oferecem um total de 750 vagas para tratamento gratuito e voluntário para pessoas entre 12 e 60 anos de idade. As vagas contemplam os 102 municípios alagoanos e qualquer pessoa nessa faixa etária que tenha o desejo de superar a condição de dependente pode ingressar no tratamento.

“Na comunidade, o acolhido recebe o apoio integral de uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e técnicos que o auxiliam durante todo o processo de recuperação. É o primeiro passo para quem deseja recomeçar a vida com mais saúde e dignidade”, afirmou a superintendente.

Qualificação profissional

Para o titular da Seprev, André Moita, o aumento no número de acolhimentos reflete os esforços do Governo do Estado para a inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade. Ele ressalta que dependentes químicos que concluem o tratamento oferecido pela Rede Acolhe têm a oportunidade de ingressar em cursos profissionalizantes - oferecidos pela Seprev por meio de contrato com o Senai e Senac - para que possam dar seguimento à vida de maneira construtiva após a conclusão do tratamento.

“Somente em 2024 serão oferecidas mais de 2 mil vagas para cursos profissionalizantes na área industrial e comercial para que o ex-acolhido tenha um retorno mais digno à sociedade. Com isso estamos garantindo integridade para essa pessoa e minimizando as chances de recaídas no uso de álcool e outras drogas”, afirmou o secretário.

André Moita diz ainda que Alagoas tem sido escolhido como destino por gestores de outros estados do Brasil, que buscam conhecer o trabalho feito em Alagoas. “Sob o comando do governador Paulo Dantas, a gestão estadual desenvolve uma política de governo bem executada, que todos os anos ajuda milhares de pessoas a vencer a dependência química de forma efetiva e permanente”, completou Moita.

Acolhimento

Para quem busca acolhimento para si ou precisa deste serviço para uma pessoa conhecida, o atendimento pode ser feito de forma presencial em um dos três Centros de Acolhimento, localizados em Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema, ou agendando uma visita das equipes técnicas pelo número 0800.280.9390.

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