ATENDIMENTO EM SAÚDE

Parceria Seprev e Sesau ofertará serviços de saúde ao público socioeducativo

A equipe médica foi apresentada ao secretário Kelmann Vieira, nesta quarta-feira (21)

Everton Dimoni

quinta, 22 de julho de 2021 às 10h20

837

Vítor Beltrão

Uma articulação entre Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) e Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) irá beneficiar adolescentes atendidos pelas Unidades Socioeducativas de Alagoas com serviços de atenção à saúde. A parceria entre as pastas existe desde 2004, fruto da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei.

A apresentação da equipe médica aconteceu em reunião realizada nesta quarta-feira (21) no Complexo Socioeducativo de Alagoas, no bairro do Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió, e contou com a presença do secretário de Estado de Prevenção à Violência, Kelmann Vieira.

Na ocasião, o titular destacou que a parceria com a Sesau vai complementar os serviços de saúde oferecidos aos adolescentes. “Esta parceria amplia a atenção do Estado ao público socioeducativo. Já contamos com uma Unidade Básica de Saúde dentro do Complexo de Internação para o atendimento exclusivo aos nossos adolescentes que conta com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, dentistas, psiquiatras e outros especialistas. Agora vamos fortalecer esse atendimento”, disse o secretário.

De acordo com a supervisora de Saúde da Superintendência de Medidas Socioeducativas da Seprev, Cleide Azevedo, os novos serviços compreendem a articulação para assistência junto à rede de saúde e a sessão de dois médicos que farão o atendimento clínico e psiquiátrico dentro das Unidades de Internação.

A médica psiquiatra Teresa Cristina é uma das profissionais que vai atuar junto aos adolescentes. Ela explica que o público socioeducativo apresenta particularidades que devem ser consideradas e que muitas vezes o atendimento psiquiátrico identifica sintomas como síndrome de abstinência, ansiedade, agitação psicomotora e insônia. Contudo, Teresa afirma que o atendimento acontecerá de forma personalizada, onde cada socioeducando será avaliado individualmente.

“Vamos construir um inventário da saúde desses adolescentes e ver o que o levou a cometer o ato de infração, como conflitos anteriores ou uso de drogas por exemplo. Havendo a necessidade, faremos o tratamento de forma humanizada e tendo uma compreensão ampla de cada caso. Não queremos só medicar, queremos ressocializar e devolver o adolescente à sociedade como cidadão”, afirmou a psiquiatra.
 

 


Últimas Notícias