Nova parceria pode ampliar atendimento a dependentes químicos

Juiz de Entorpecentes cogita Acolhe Alagoas para pessoas que tenham cometido delitos e possuam perfil de dependência química

quarta, 23 de abril de 2014 às 00h00

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Jackson Santos

A exemplo do que já vem sendo trabalhado com a Vara de Execuções Penais, o juiz titular da 15ª Vara Criminal da Capital, Juizado de Entorpecentes, o juiz Cláudio José Gomes Lopes, buscou na manhã desta quarta-feira (23), apoio junto a Secretaria de Estado da Promoção da Paz (Sepaz), por meio do projeto Acolhe Alagoas, para atendimento a demanda de dependentes químicos presos em fragrante delito por porte ilegal de drogas.

“No Juizado de Entorpecentes, vemos que muitos réus, ao final do processo criminal, não são traficantes e sim dependentes químicos que para manter seu vício tornam-se aviõezinhos do tráfico de drogas. O que queremos é encaminhá-los para o Acolhe Alagoas para uma triagem, identificação dos níveis de dependência química e posterior tratamento na rede conveniada à Sepaz”, afirmou o juiz Cláudio Lopes.

O Secretário da Paz, Adalberon Sá Junior, destacou durante a visita já ser desejo da Sepaz estabelecer parceria com o Juizado. “A exemplo do que já é trabalhado junto ao sistema prisional, com os reeducandos que estão na unidade de ressocialização, podemos criar grupos de autoajuda, para atender a demanda que venha ser apresentada pelo Juizado de Entorpecentes, e identificada à necessidade do acolhimento, essa ocorrerá de imediato”. 

Guiados pelo superintendente Luan Gama, o magistrado conheceu o funcionamento do Centro de Acolhimento a Pessoas com Dependência Química, bem como toda Superintendência de Política sobre Drogas da Sepaz, e tirou dúvidas quanto aos procedimentos de triagem, acompanhamento e desenvolvimento dos acolhidos em recuperação. Ele também conheceu o funcionamento in loco de uma das comunidades conveniadas à Sepaz – Nova Jericó, em Marechal Deodoro.

Claudio Lopes destacou ainda que o acolhimento pode atuar na prevenção da criminalidade. “Constantemente recebemos advogados com alvarás de soltura ou pedidos de cumprimento de diversas medidas cautelares, o que acaba gerando muitas vezes uma reincidência destes. Então se podermos criar mecanismos que possibilitem condicionar o cumprimento das medidas com o tratamento desse dependente, estamos mudando a realidade do juizado e diminuindo assim a reincidência destes”.


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