Levantamento aponta que 67% dos socioeducandos são de Maceió

Estatística realizada pela Seprev foi apresentada, nesta quarta-feira (19), no Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv)

quinta, 20 de abril de 2017 às 00h00

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Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) traça o perfil do adolescente que cumpre medidas socioeducativas em Alagoas. O documento aponta que dos 245 socioeducandos, 165 (67%) são oriundos de Maceió e 80 (33%) dos demais municípios do estado.

As estatísticas são referentes ao mês de Março de 2017 e foram entregues aos juízes da infância de todo o Brasil, durante o XX Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv), realizado nestas quarta (19) e quinta-feira (20), em Marechal Deodoro.

Segundo os dados, a maioria dos adolescentes oriundos da capital alagoana são residentes dos bairros Benedito Bentes (21) e Tabuleiro dos Martins (15). Já os que são do interior do estado, em sua grande maioria são de Arapiraca (15) e União dos Palmares (15).

“Traçar o perfil do socioeducando é fundamental para traçar focos de atuação e encontrar a melhor forma de trabalhar com estes adolescentes. Estes dados são coletados em uma entrevista com os próprios adolescentes, durante a triagem feita na entrada das unidades de internação”, explicou a superintendente de Medidas Socioeducativas da Seprev, Denise Paranhos.

Os dados apontam que 93% dos socioeducandos, em sua maioria com idade entre 15 e 18 anos, declararam serem usuários de alguma substância psicoativa. Aproximadamente 35% deles são dependentes da maconha, 18% do tabaco, 16% do álcool, 11% da cocaína e 4% do crack.

Quanto ao tipo de ato infracional cometido pelos adolescentes, a publicação aponta que 38,7% foram detidos por roubo, 24,8% por homicídio, 12,5% por porte ilegal de armas de fogo, 10,5% por tráfico de drogas, dentre outros atos infracionais.

A publicação aponta ainda que 75% não possuíam vínculos com a rede de ensino, 18% nunca trabalharam, 62% são filhos de pais separados e 14,5% viviam em situação de rua.

Os dados levantados pela publicação são referentes ao mês de março de 2017 e são gerados de acordo com as declarações dos próprios adolescentes das nove unidades de internação.


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