Equipes itinerantes da Rede Acolhe visitam 25 municípios de Alagoas

A Seprev tem fortalecido as ações de combate à dependência química no interior do estado

terça, 03 de agosto de 2021 às 10h25

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Texto de Everton Dimoni

No mês de julho, as equipes técnicas itinerantes da Rede Acolhe, programa de acolhimento a dependentes químicos do Governo de Alagoas, percorreram 25 municípios do Agreste, Sertão e Zona da Mata com ações de mobilização e conscientização sobre os riscos e consequências do uso abusivo de álcool e outras drogas.

As atividades incluíram orientações para Conselho Tutelar e técnicos da saúde, educação e assistência social, além de campanhas de informação junto à sociedade. Psicólogos e assistentes sociais também realizaram buscas ativas por dependentes químicos em ruas, equipamentos públicos, escolas e residências, acolhendo os adictos que voluntariamente aceitaram iniciar o tratamento em uma das comunidades acolhedoras vinculadas ao Governo do Estado.

Coordenada pela Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), a Rede Acolhe conta com 33 comunidades terapêuticas credenciadas que oferecem 750 vagas para tratamento gratuito na capital e no interior. Até julho de 2021, a Rede já atendeu 2.498 pessoas em todo o estado, sendo 2.284 homens, 71 mulheres e 143 atendimentos prestados a adolescentes de ambos os sexos.

A porta de entrada para esse atendimento são os Centros de Acolhimento que ficam em Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema. Essas bases possibilitam a cobertura do serviço em todo o território alagoano e têm feito a diferença na vida de muitas famílias que sofreram com a dependência química presente em casa.

Segundo a coordenadora do Centro de Acolhimento de Dependentes Químicos de Santana do Ipanema, Jaqueline Gomes, a chegada da Rede Acolhe facilitou a vida da população do Alto e Médio Sertão, que antes precisava se deslocar até a capital para receber atendimento e careciam de informação sobre o serviço.

“As pessoas tinham medo de pedir ajuda, pois não sabiam para onde seria levado o familiar. Outros achavam que só existia tratamento pago e não buscavam ajuda por não ter condições de arcar com os custos. Hoje esse trabalho é reconhecido pela população e temos resultados excelentes, com ex acolhidos que venceram os vícios, estão muito bem e até indicam o tratamento para outras pessoas”, relata Jaqueline.

A coordenadora ressalta ainda que as equipes técnicas têm se aproximado da população e que campanhas informativas têm sido veiculadas nos meios de comunicação para desmistificar ideias antigas sobre o tratamento.

“Ainda existe um certo tabu. Alguns ainda acham que é o velho internamento compulsório e que a pessoa vai ficar isolada em uma clínica. Estamos desmistificando essa ideia e as famílias ficam encantadas ao conhecer o processo de acolhimento. É um trabalho muito bonito de apoio às famílias do Alto e Médio Sertão”, concluiu.

Para quem busca tratamento em uma das comunidades acolhedoras credenciadas pelo Governo de Alagoas o atendimento pode ser feito em um dos três Centros de Acolhimento, em Maceió, Arapiraca ou Santana do Ipanema, ou agendando uma visita das equipes técnicas pelo número 0800.280.9390.

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