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24/04/2020 - 18h05m

Psicóloga alerta sobre os riscos de violência contra criança e adolescente durante quarentena

Técnica da Seprev, Ana Laura Reis, aponta a importância das denúncias para coibir aumento de casos no período de isolamento social

Psicóloga alerta sobre os riscos de violência contra criança e adolescente durante quarentena

Em meio à pandemia do novo coronavírus e às medidas de isolamento social, milhares de crianças e adolescentes correm o risco de estar mais expostos a situações de violência física, sexual e psicológica.

Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos apontam um aumento no número de denúncias de violação de direitos humanos no período de 14 a 24 de março de 2020. O intervalo analisado abrange o início do isolamento social no Brasil, com medidas como a suspensão de aulas.

Segundo a psicóloga da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), Ana Laura Reis, existem diversas formas de violência contra criança e adolescente, mas que é necessário, sobretudo neste período, ficar atento aos sinais de casos de violência sexual.

"Esse momento em que estamos vivendo de quarentena, onde nossas crianças e adolescentes ficam mais tempo dentro de casa, é de fundamental importância que fiquemos atentos a elas. Precisamos observair mais as questões de sinais, que podem ser comportamentais ou físicos”, destacou Ana Laura Reis, que atende pelo Núcleo de Apoio à Criança e Adolescente Vítimas de Violência (NACAVV) da Seprev.

Ana Laura Reis destaca ainda a importância de respeitar a fala da criança e do adolescente. “Muitas vezes as pessoas não dão muita atenção para o que as crianças falam, porém é de fundamental importância prestar atenção no que a criança está dizendo e denunciar”, disse.

Em todo o mundo, muitas das violências a que meninas e meninos estão submetidos acontecem dentro de casa. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas pela Infância (UNICEF), três em cada quatro crianças de 2 a 4 anos no mundo (cerca de 300 milhões) são regularmente submetidas a disciplina violenta (punição física e/ou agressão psicológica) por seus pais ou outros cuidadores em casa.

"É fundamental, nesse período, criar um ambiente de afeto e segurança em casa. Ao mesmo tempo, é importante que toda a população esteja atenta, conheça os canais de denúncia e não se cale diante da violência. Lembrando que todos nós somos obrigados por lei a proteger as crianças e os adolescentes”, enfatizou a psicóloga Ana Laura Reis.

Para denunciar qualquer caso de violência contra criança e adolescente, a população pode entrar em contato por meio do Disque 100, pelo disque denúncia da Polícia Militar, discando 181, ou procurando o Conselho Tutelar mais próximo.

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