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29/11/2019 - 11h50m

Socioeducandos participam de Seminário sobre a Não Violência contra a Mulher

Prevenção à violência de gênero, preconceito contra a mulher e auxílio às vítimas foram alguns dos temas

Socioeducandos participam de Seminário sobre a Não Violência contra a Mulher

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No Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, celebrado anualmente em 25 de novembro, a Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese) da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) promoveu um seminário sobre o assunto para adolescentes de ambos os sexos que cumprem medidas de internação em Unidades de Maceió.

A exposição foi proporcionada pela psicóloga Tainá Lopes e a assistente social Gildete Ferreira, que integram o Centro de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM). Na oportunidade, elas ouviram depoimentos dos adolescentes e compartilharam informações importantes sobre prevenção à violência de gênero, preconceito contra a mulher e acesso a serviços essenciais de auxílio a vítimas.

Para Gildete Ferreira, a data vem para incentivar a discussão sobre o assunto e combater esta prática ainda frequente nos dias de hoje. “Trata-se de um problema social que pode compreender a agressão física, psicológica, sexual, financeira, dentre tantos outros aspectos. Então, buscamos desconstruir essa cultura da violência e mostrar que toda relação deve ser guiada pelo respeito, seja no âmbito doméstico ou público”, afirma Gildete.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, a cada quatro minutos, uma mulher é vítima de agressão. Em 2018, foram registrados mais de 145 mil casos de violência – física, sexual, psicológica e de outros tipos – em que as vítimas sobreviveram. Na maioria das vezes, a violência ocorre dentro de casa, com um agressor conhecido.

A socioeducanda J.G.A., de 16 anos, já presenciou situações de violência que tiveram mulheres da família como vítima. “Eu percebo que, na maioria das vezes, essas agressões ocorrem por desconfiança do companheiro, o que acaba culminando em algo muito sério, mas são questões que poderiam ser resolvidas por meio do diálogo”, comenta.

Sob o olhar da psicologia, Tainá Lopes explica que muitos homens crescem aprendendo que “a violência é a solução” e que este pensamento acaba refletindo na vida adulta. “A gente vem para desmistificar essa ideia, provocando a reflexão sobre o assunto e trabalhando tanto a vítima quanto o agressor para que estes fatos não se perpetuem. É um trabalho de prevenção à violência contra a mulher”, ressalta a psicóloga.

O Centro de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM) é uma Organização Não Governamental (ONG) sediada no bairro do Santos Dumont, em Maceió, que oferece suporte jurídico e psicológico gratuito a mulheres vítimas de violência. Os principais serviços ofertados são de acolhimento às vítimas, assistência sociojurídica, terapia comunitária integrativa e orientação sobre os direitos da mulher.

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